27 de Set de 2018

BMW M5: as seis gerações do sedã mais insano da marca alemã

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Categorias: Mercado, Novidades

O BMW M5 é, sem dúvidas, um dos automóveis mais sedutores da linha da BMW.

Ele é aquele tipo de carro que consegue ostentar uma aparência um tanto quanto discreta e um bom espaço interno para levar a família para passear. Todavia, sua vocação mesmo é acelerar – e com força!

O BMW M5 é o modelo esportivo da família Série 5, irmão maior do BMW M3, que é produzido desde 1985 e já está em sua sexta geração.

Nesses 33 anos, o BMW M5 já ofereceu uma série de motores diferentes, incluindo opções aspiradas e biturbo, além de uma série de outras características de respeito.

A atual geração do BMW M5 no mercado brasileiro é justamente a sexta, apresentada por aqui em abril deste ano.

O bólido está disponível na rede de concessionárias pela bagatela de R$ 694.950 e chama a atenção pelo motor V8 biturbo, capaz de levá-lo aos 100 km/h em 3,4 segundos.

Confira tudo sobre a história do BMW M5:

BMW M5 (E28) 1985 – primeira geração

Eis o primeiro BMW M5 lançado pela marca alemã.

Baseado na segunda geração do sedã Série 5, o esportivo BMW M5 E28 foi apresentado durante o Salão do Automóvel de Amsterdam, em fevereiro de 1985.

Este primeiro BMW M5 tinha como proposta ser um automóvel capaz de entregar todas as boas características de um sedã (sobretudo o espaço interno), mas com o desempenho de um verdadeiro esportivo.

No seu lançamento, o BMW M5 E28 foi considerado o sedã de produção mais rápido do mundo.

Isso por conta do seu motor 3.5 litros de seis cilindros em linha a gasolina montado em posição longitudinal, derivado da unidade usada no M1. Tal propulsor tinha fôlego suficiente para entregar potência máxima de cerca de 290 cavalos, disponível a 6.500 rpm, e 34,7 kgfm de torque, a 4.500 giros.

Este número de potência, porém, serve somente para os BMW M5 comercializados na Europa e na África do Sul. Eles foram dotados do propulsor M88/3, que conta com injeção eletrônica de combustível Bosch Motronic e taxa de compressão de 10,5:1.

Nos Estados Unidos, porém, o sedã esportivo BMW M5 foi comercializado com o motor S38, que tinha como um dos principais diferenciais o conversor catalítico, tendo sua potência máxima reduzida para 255 cv, a 6.500 rpm, e o torque para 33,7 kgfm, a 4.750 rpm.

Além disso, tal unidade trazia taxa de compressão mais baixa (9,8:1), comando de válvulas com duração mais curta e coletor de escape de concepção mais simples.

Junto a estes motores da BMW M5 original está o câmbio manual Getrag 280 de cinco velocidades e o sistema de tração traseira.

O conjunto inclui ainda suspensão dianteira tipo double wishbone, suspensão traseira independente e freios a disco nas quatro rodas.

Segundo dados da BMW, o primeiro BMW M5 conseguia acelerar de 0-100 km/h em 6,5 segundos e atingir velocidade máxima de 245 km/h.

Entre os equipamentos de série, o BMW M5 E28 oferecia acabamento interno em couro, bancos revestidos em couro, teto solar elétrico, bancos dianteiros com ajustes elétricos, controle de cruzeiro, computador de bordo, ar-condicionado, rodas de liga-leve de 16 polegadas, vidros, travas e retrovisores elétricos, entre outros.

Como opcional, ele podia receber bancos dianteiros com aquecimento.

As primeiras unidades do BMW M5 E28 foram construídas na planta da marca em Munique. Porém, posteriormente, a produção do sedã esportivo foi transferida para Garching, também na Alemanha. Lá, ele teve todos os seus exemplares construídos à mão.

Ao todo, foram somente 2.241 exemplares do primeiro BMW M5, fazendo dele um dos automóveis mais raros já construídos pela BMW Motorsport – a lista inclui ainda modelos como o BMW M1, BMW M5 Touring E34 e a BMW 850CSi.

BMW M5 (E34) 1989 – segunda geração

Já a segunda geração do sedã esportivo BMW M5, que atende também pela sigla E34 (assim como os demais modelos da linha Série 5 desta geração), deu o ar da graça em 1989 e foi comercializado até meados de 1995.

Nos Estados Unidos, porém, ele foi vendido entre os anos de 1991 e 1993.

Este segundo BMW M5 teve a sua produção realizada na planta da marca em Garching, na Alemanha. O modelo sul-africano saiu da linha de montagem de Rosslyn, na África do Sul, por meio do processo CKD com peças importadas do continente europeu.

Assim como a geração anterior, o segundo BMW M5 era construído à mão. Os motores utilizados na linha do modelo também eram fabricados manualmente pelos técnicos da BMW M (divisão esportiva da empresa).

Os primeiros exemplares do BMW M5 E34 eram equipados com um motor 3.5 litros de seis cilindros em linha e 24 válvulas a gasolina, conhecido também pela sigla S38B36, o mesmo usado no antigo BMW M5 E28 e também no M6 E24.

No entanto, ele se diferenciava da unidade do modelo anterior pelo novo virabrequim feito de aço forjado, taxa de compressão de 10:1, injeção eletrônica de combustível Bosch Motronic, cabeçote feitos de aço inoxidável, catalisadores cerâmicos de três vias e corpo de borboletas controlado eletronicamente.

Com o S38B36, o BMW M5 E34 conseguia entregar potência máxima de 315 cavalos, a 6.900 rpm, e torque máximo de 36,7 kgfm, a 4.750 rpm. Neste caso, havia uma transmissão manual de cinco velocidades e tração traseira.

A BMW informa que este modelo atingia os 100 km/h em 5,9 segundos e velocidade máxima de 250 km / h, limitada eletronicamente.

Porém, foi no segundo semestre de 1991 quando as coisas mudaram.

O BMW M5 recebeu um novo motor, o S38B38 (se você ler atentamente, vai notar que há um “8” no lugar do “6” no final), com exceção do modelo ofertado na América do Norte e na África do Sul, que seguiu com o anterior devido às leis de emissões de poluentes.

Este propulsor do BMW M5 mostrava ser diferenciado logo de cara. Ele tinha deslocamento de 3.8 litros, também com seis cilindros em linha, mas agora cada um com uma bobina individual.

Além disso, contava com taxa de compressão de 10,5:1, coletor de escape da marca Inconel, válvulas de admissão e escape maiores, pistões mais leves, corpos do acelerador ampliados de 4 mm para 50 mm, sistema de ignição com bobina a vela e injeção eletrônica Motronic 3.3.

Sua potência máxima foi ampliada para 340 cavalos, enquanto o torque subiu para 40,8 kgfm. O BMW M5 com este novo motor seguiu com a transmissão de cinco marchas e tração traseira, mas o M5 1995 (sua última leva) adotou uma nova transmissão manual de seis velocidades.

Com os 340 cv, o BMW M5 passou a acelerar de 0 a100 km/h em 6,1 segundos. A velocidade máxima, porém, se manteve limitada eletronicamente a 250 km / h.

BMW M5 (E39) 1998 – terceira geração

Com a terceira geração do BMW M5, a intenção da marca alemã foi trabalhar em cima de um maior volume de vendas do carro.

O sedã esportivo foi anunciado no Salão do Automóvel de Genebra, em março de 1998, e começou a ser produzido em outubro daquele ano.

Porém, ao contrário do antigos que tinham uma linha de produção exclusiva, o M5 E39 dividiu a mesma linha de montagem com os outros modelos da linha Série 5 na planta de Dingolfing, na Alemanha.

Ao todo, foram 20,5 mil exemplares do terceiro BMW M5, produzidos entre o fim de 1998 e meados de 2003, quando ele foi substituído pela sua quarta geração.

Um dos destaques deste BMW M5 era o novo motor 4.9 litros V8 (oito cilindros em “V”), que conseguia gerar 400 cavalos de potência, a 6.600 rpm, e 51 kgfm de torque, a 3.800 rpm. Tal propulsor, que atende pela sigla S62, era o mesmo usado também pelo antigo roadster Z8.

Ele trabalhava juntamente com um câmbio manual Getrag de seis velocidades e tração traseira. A marca informa uma aceleração de 0/100 km/h em 5,3 segundos e velocidade máxima de 250km/h, limitada eletronicamente.

Ainda na mecânica, há no BMW M5 de terceira geração um sistema de refrigeração atualizado, sistema de lubrificação de cárter semi-seco e sistema de escape duplo de fluxo livre com quatro ponteiras com acabamento cromado.

Durante seus cinco anos de produção, o BMW M5 E39 recebeu uma série de novidades, como faróis redesenhados com assinatura em LED, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, central multimídia com tela de 6,5 polegadas, airbags de cortina também para os ocupantes do banco traseiro, sistema de som diferenciado com até dois subwoofers na traseira, teto forrado em Alcantara, entre outros.

A lista de recursos inclui bancos aquecidos, sistema multimídia com navegador GPS, conexão Bluetooth para smartphones, controle eletrônico de estabilidade, rodas de liga-leve de 18 polegadas, direção elétrica Servotronic, entre outros.

Este modelo é considerado por muitos o melhor BMW M5 já produzido em série pela marca bávara.

BMW M5 (E60) 2005 – quarta geração

Comercializado entre os anos de 2005 e 2010, o BMW M5 E60 de quarta geração surpreendeu pelo seu motor V10 a gasolina aliado a uma transmissão automatizada de sete velocidades.

Também por ser o primeiro (e o único, pelo menos até o momento) a dispor da opção de carroceria perua (Touring). Ao todo, foram 20,6 mil modelos fabricados em Dingolfing, na Alemanha.

O novo BMW M5 foi equipado com um motor 5.0 V10 S85, que inclusive ganhou vários prêmios de melhor motor do ano no mundo. Ele tinha fôlego suficiente para desenvolver 507 cavalos de potência, a 7.750 rpm, e 53 kgfm de torque, a 6.100 rpm.

Um dos diferenciais deste propulsor é que ele foi desenvolvido exclusivamente para o BMW M5, sem qualquer relação grande com outros modelos da linha ou com gerações anteriores do esportivo.

O mesmo aconteceu com o câmbio automatizado Getrag SMG III de sete velocidades, que realiza as trocas de marcha em 65 milissegundos, com opção ainda de trocas sequenciais e modo esportivo. A tração é traseira.

Tal propulsor V10 do BMW M5 é dotado de cilindros dispostos em um ângulo de 90º, sistema de sincronização de válvulas variável bi-Vanos, sistema de exaustão duplo produzido em aço inoxidável, sistema de gerenciamento do motor mais aprimorado com tecnologia de corrente iônica (que detecta falhas no motor por meio das velas de ignição), entre outros.

A BMW informa que o BMW M5 de quarta geração é capaz de acelerar de 0 – 100 km/h em 4,7 segundos e de 0 a 200 km/h em 15 segundos.

Já a velocidade máxima é de 250 km por hora, limitada eletronicamente – o velocímetro do modelo consegue marcar até 330 km/h. Ele conseguiu completar uma volta no circuito de Nürburgring em 8:13.

O aparato inclui também bloqueio do diferencial variável M, controle dinâmico de estabilidade, suspensão com controle eletrônico dos amortecedores e três modos (Comfort, Manual e Sport), freios de alto desempenho com pinças deslizantes de alumínio com pistão duplo e discos compostos perfurados, entre outros.

Ele oferece ainda diversos controles de motor e transmissão inspirados nos carros de Fórmula 1, como é o caso do controle de largada, que otimiza o desempenho para essas condições.

A versão perua BMW M5 Touring foi comercializada a partir de março de 2007 e foi a primeira perua esportiva da gama produzida em série – antes, a marca havia construído apenas algumas unidades do modelo E34.

Este modelo era praticamente uma versão familiar do BMW M5 original para competir com modelos como Audi RS6 Avant e Mercedes-Benz E63 AMG Estate.

Porém, ele nunca deu as caras na América do Norte.

BMW M5 (F10) 2011 – quinta geração

A quinta geração do BMW M5 foi apresentada mundialmente durante o Salão do Automóvel de Frankfurt, em setembro de 2011, e começou a ser vendida em novembro do mesmo ano.

Trata-se da primeira geração do BMW M5 a usar um motor turbo, o mais potente utilizado na época em um carro produzido em série pela BMW M GmbH, produzido em Dingolfing, na Alemanha.

Debaixo do capô, o BMW M5 F10 esconde um motor 4.4 litros V8 biturbo, com tecnologias como injeção direta de combustível de alta precisão e controle de válvulas variável Valvetronic.

Este propulsor consegue gerar 565 cavalos de potência, a 7.000 rpm, e 69,4 kgfm de torque, entre 1.500 e 5.750 giros.

Ele está associado ao câmbio automatizado de sete marchas e dupla embreagem, mas os americanos contavam ainda com a opção de uma transmissão manual de seis marchas.

A tração deste BMW M5 é obviamente sempre traseira, assim como em todas as outras gerações do sedã esportivo.

A BMW informa que o carro consegue acelerar de 0 a 100 km/h em somente 4,4 segundos e alcança velocidade máxima de 250 km/h, limitada eletronicamente.

Todavia, com o pacote M Driver opcional, a velocidade máxima sobe para bons 350 km/h.

O sedã esportivo conta ainda com diferencial de deslizamento limitado no eixo traseiro, chassi exclusivo preparado pela BMW M e suspensão com amortecedores controlados eletronicamente com três modos (Comfort, Sport e Sport Plus) que alteram a rigidez do conjunto.

Havia ainda no BMW M5 de 2011 freios de alto desempenho com discos de carbono-cerâmica e pinças de seis pistões, rodas de 19 ou 20 polegadas, seletor de modos de condução que ajusta seis parâmetros (motor, direção, transmissão, controle de estabilidade, suspensão e informações no head-up display), entre outros.

O BMW M5 de quinta geração foi ofertado também em diversas edições especiais.

Entre elas, a “BMW M5 30 Jahre”, criada para comemorar os 30 anos do sedã esportivo.

Limitado a 300 unidades, ele trazia carroceria pintada em prata metálico, soleiras de porta com o nome do modelo, encostos dos quatro assentos com o logotipo da edição especial bordado e potência do motor ampliada para 600 cv e o torque para 71,4 kgfm, permitindo o M5 alcançar os 100 km/h em 3,9 segundos.

BMW M5 (F90) 2017 – sexta geração

Por último, eis a atual geração do BMW M5.

O modelo foi apresentado publicamente no Salão do Automóvel de Frankfurt, em setembro de 2017, e começou a ser vendido em meados do início de 2018 (com direito ao M5 First Edition limitado a 400 exemplares).

Este é o primeiro BMW M5 equipado com sistema de tração nas quatro rodas. Ele sai da linha de montagem de Dingolfing, na Alemanha.

O motor usado pelo novo M5 F90 é uma evolução do propulsor utilizado pela geração anterior.

Trata-se de um 4.4 V8 biturbo, que consegue entregar até 600 cavalos de potência, entre 5.600 e 6.700 rpm, e torque máximo de pesados 76,5 kgfm, disponível já a 1.800 rpm e constante até 5.600 rpm.

Em comparação com a unidade da geração anterior, o motor do novo BMW recebeu uma série de aprimoramentos, o que inclui novos turbocompressores, pressão máxima de injeção de 350 bar, sistema de lubrificação com cárter de óleo exclusivo e bomba totalmente variável, novos coletores de escape, entre outros.

Ele trabalha juntamente com o câmbio automático M Steptronic de oito velocidades e sistema de tração integral xDrive.

Este sistema de tração é diferente no BMW M5 do usado nos outros carros da BMW. Ele prioriza a entrega de força para as rodas traseiras.

Além disso, há a opção de desacoplar eletronicamente o diferencial dianteiro, permitindo que a tração seja apenas traseira. Neste caso, o sistema eletrônico consegue entregar a força para um dos lados com maior tração e o freio é acionado para estabilizar individualmente cada uma das rodas.

Segundo dados da BMW, o novo BMW M5 é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos e de 0 a 200 km/h em 11,1 segundos, enquanto a velocidade máxima é de 250 km/h (limitada eletronicamente) ou de 305 km/h com o pacote M Driver opcional.

O novo BMW M5 é dotado de itens como freios compostos M de carbono-cerâmica, suspensão com amortecedores controlados eletronicamente, direção M Servotronic com três modos diferentes, rodas de 19 ou 20 polegadas, head-up display, bancos dianteiros esportivos com ajustes elétricos e aquecimento, entre outros.

Há também o modelo BMW M5 Competition, anunciado em maio de 2018.

Ele conta com um motor de 625 cv, a 6.000 rpm, e os mesmos 76,5 kgfm, entre 1.800 e 5.600 rpm. Tal modelo acelera de 0 a 100 km/h em 3,3 segundos (0,1 segundos a menos) e de 0 a 200 km/h em 10,8 segundos (0,2 s mais rápido que a versão convencional).

Há ainda suspensão otimizada mais baixa em 7 mm, novas rodas forjadas de 20 polegadas em dois tons e detalhes visuais em preto brilhante.

Fonte: Notícias Automotivas

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