01 de Nov de 2018

Acelerar muito estraga o motor?

Visualizações: 67
Categorias:

Todos os motores são projetados com uma margem de funcionamento adequada, mas como toda máquina, o propulsor tem seus limites e eles precisam ser respeitados, caso contrário, a vida útil do equipamento será reduzida. Diante disso, muita gente se pergunta: acelerar muito estraga o motor?

Todos os equipamentos mecânicos apresentam uma faixa adequada de operação e caso esta seja ultrapassada, isso não significa que o motor vai estragar repentinamente.

O que vai acontecer é que sua vida útil ficará ameaçada, e consequentemente será reduzida. Em termos mais simples: o motor vai durar menos do que duraria em um uso normal.

Alguns fabricantes de veículos indicam esse uso além do normal como “uso severo” quando aponta um período de revisão menor, geralmente a metade do tempo padrão.

Ou seja, uma revisão de “uso severo” é feita normalmente a cada 5.000 km e não aos 10.000 km como seria regular. Esse esforço extra não é somente do motor, mas de todo o carro. No tocante ao motor, evidentemente um esforço extra do veículo vai exigir um algo a mais do propulsor.

Nesse caso, o motor pode estar puxando mais peso ou tendo que vencer aclives muito elevados regularmente, por exemplo.

Acelerar muito estraga o motor?

Muita gente, seja por pressa ou por simplesmente gostar de andar rápido, acelera de forma exagerada e sem necessidade. Esse procedimento pode estragar o motor se o condutor ficar acelerando ele de uma maneira muito brusca e desnecessária.

Antigamente, manter o regime do propulsor sempre elevado, como em altas velocidades numa estrada, chegava a fundir o motor, como já vimos várias vezes acontecer com conhecidos e até mesmo parentes que tinham “o pé pesado demais”, mas hoje andar em altas velocidades praticamente não causa maiores danos aos motores, graças à toda a tecnologia embarcada nos carros modernos.

É claro que um motor que trabalha em demasiado acabará sofrendo um desgaste maior, o que obriga uma retífica do motor depois de alguns anos, mas se o uso for constante, como em uma estrada, os danos são muito menores.

O uso agressivo do carro na cidade, por outro lado, pode danificar o motor mais rapidamente. Não só o motor, mas outros componentes, como freios e suspensão.

Outra prática que pode ser nociva ao motor é “esgoelar” o motor em marchas reduzidas, esquecendo-se de trocar de marcha ou simplesmente porque tem receio de andar em marchas mais altas.

Outros prejuízos

A vida útil do motor não é apenas um dos problemas que eventualmente ocorrerão. Usar o motor de maneira agressiva, além de danificar o motor mais rapidamente também eleva o consumo de combustível para níveis muito mais altos que o normal. Assim, não adianta reclamar de uma média com baixo quilometro por litro, se o motor sempre opera em regime elevado.

O próprio motor funcionando em alto regime de trabalho, contribui para reduzir a vida útil dos coxins, que são responsáveis por filtrar a vibração do motor.

Conforme anda mais rápido, a necessidade de frenagem maior também exige dos pneus um esforço maior, reduzindo sua vida útil e exigindo troca com quilometragem muito mais baixa que o normal.

Enfim, usar o carro de maneira agressiva traz vários prejuízos, inclusive para a saúde do próprio motorista.

Fonte: Notícias Automotivas

Voltar